Na clínica psicanalíticareconhecemos o infantil em uma dimensão que abrange muito além do tempo cronológico pois constitui a estrutura mesma de um sujeito. O infantil é o que sobra na operação de castração, a perda de gozo efetuada pela linguagem que só tem a chance de retornar como mais de gozo. As marcas traumáticas deixadas no aparelho psíquicono encontro com gozo do Outro e a fantasia, com sua função mediadora desse encontro com o real,são os alvos da operação analítica. O sujeito procura uma análise quando a fantasia transborda, ou seja, quando falha sua função de tela e anteparo do Outro, produzindo sintoma. O sintoma como testemunha que houve acontecimento que imprimiu um gozo, um acontecimento de corpo, mais do que a fantasia – que pode ser exprimida numa frase – guarda uma relação com o infantil, com o real. O sintoma fixa uma modalidade de gozo que Lacan vai denominar como suprindo a falta da relação sexual que não existe e no final, pode trocar sua fixação à marca traumática de gozo por uma fixação à letra do seu sintoma.
Palavras-chave: infantil, marcas traumáticas, fixação, fantasia, sintoma, gozo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário